Esta semana, acho que pela primeira vez, senti de verdade como faz bem praticar boas ações. São pequenas coisas, muitas vezes rotineiras no nosso dia a dia , que fazem a diferença. Um sorriso inesperado, uma carinha feliz que nos leva a ganhar o dia.
Na última quarta-feira, fui cumprir um dos meus papéis enquanto funcionária do Cruzeiro, levar torcedores a Toca II, centro de treinamento do clube, para conhecer e incentivar os jogadores.
Uma atividade rotineira no setor de marketing, já que agendamos semanalmente, de acordo com agenda do time, visitas para a nação azul. Não sei se pelo fato de conviver com os atletas, de sempre encontrá-los me acostume.
No entanto a galera vibra com a presença dos jogadores. Nesta última visita, tinhamos um garoto um tanto quanto especial, Romulo o seu nome. Portador de deficiência o coração dele disparava quando algum atleta se aproximava.
Durante o coletivo realizado entre o time da base e alguns do profissional no campo 1, os titulares faziam atividade muscular no CARE. Porém os ultimos 20 minutos foram destinados a uma leve corrida e alongamento no campo 2. Por conta da dificuldade de locomoção do Romulo, colocamos uma cadeira na parte de dentro das corrente que separavam jogadores e torcida para que ele pudesse assistir aos treinos e não fosse “apertado” pelos outros que euforicos ali estavam.
Mesmo com os problemas de movimento, as palavras que não saiam corretamente, muitas ditas sílaba a sílaba, o garotinho conquistou a todos. Inclusive nosso goleiro, Fábio deu a ele uma camisa oficial modelo 3 para delírio do pequeno. Ele saiu da Toca com a blusa autografada por todos os jogadores e fotos de lembrança. O olho de seu pai brilhava, na despedida ele me gardeceu com o forte abraço e lágrimas no rosto que me fizeram perceber que gentileza gera gentileza. Que dar um minuto de atenção, chamar o jogadores para perto do garoto, de insentivá-lo a gritar por aqueles que passavam despercebidos, separar um lugar para melhor aproveitamento dele fazem um bem enorme. Me emocionei de verdade.
Espero que ele esteja feliz no interior mineiro, como a camisa dourada e tantas imagens de recordação. E que tenha motivos e novas emoções da sorrir.
Beijos pro Romulo, pro pai dele e pra tia tiete do Kleber
“Você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta mais…”